Mucugê

A cidade de Mucugê surgiu em 1844, quando o garimpeiro Cazuza Prado descobriu, no leito do Rio Mucugê, jazidas de diamantes jamais encontradas. Esse fato resultou em uma corrida sem precedentes, que deu origem ao Ciclo Diamantífero na Bahia.

Conhecida no passado como Vila de Santa Isabel do Paraguaçu, Mucugê viveu um período de prosperidade e ostentação de riquezas que só terminou com as descobertas de novas jazidas de diamantes no Sul da África, em 1870.

Durante este período, pessoas vindas das mais diversas regiões do Brasil e do mundo resolveram tentar a sorte no garimpo. Nesta época, o diamante se constituía na principal matéria-prima fundamental para o surgimento das primeiras indústrias. Com a estagnação do garimpo, a cidade enfrentou um período de decadência, ressurgindo com a agricultura do café na década de 80.

O conjunto arquitetônico neoclássico e neogótico do século XIX, que inclui um cemitério neo-bizantino, foi tombado pelo IPHAN desde 1980. Em setembro de 1985, foi criado o Parque Nacional da Chapada Diamantina, do qual Mucugê abriga 52% de grande beleza natural: rios com cachoeiras, canyons e vales. Destaque para o Vale do Pati, considerado um dos mais belos do mundo.

Em maio de 1999, foi criado também o Parque Municipal de Mucugê, onde se desenvolve o Projeto Sempre Viva, reconhecido como uma referência de gestão ambiental e desenvolvimento sustentável. Além de inúmeras belezas naturais, Mucugê ainda possui manifestações culturais centenárias, a exemplo da Filarmônica 23 de Dezembro e Terno de Reis. As festas juninas constituem sua maior força de expressão em homenagem ao padroeiro da cidade: São João Batista.